Pagoda Reborn  

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Diário de filmes (pagodareborn@bol.com.br)
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   Quinta-feira, Fevereiro 10, 2005
Além dos filmes que comentei ontem também rolaram várias outras pérolas, alguns italianos como Zombie (de Lucio Fulci) e Fuga do Bronx (de Enzo Castellari), o francês Haute Tension e coisas mais antigas que gosto muito como Manhunter (o Dragão Vermelho original de Michael Mann). Até uma tranqueira como The Taking of Beverly Hills (com o Wiseguy, Ken Wahl) eu peguei na MGM! De qualquer forma voltamos aos asiáticos:

Mantis Fists & Tiger Claws: Um dos mais insanos filmes de kung-fu independentes! John Chiang é um lutador em busca de sua irmã que arruma confusão com uma gangue e descobre que vários integrantes estão sendo assassinados. Mas num plot twist bizarro, é revelado que o assassino não é humano, mas sim um monstro muito tosco! Além disso temos lutas aceleradas e um corcunda com lâminas nas costas!!

7 Grandmasters : Clássico de Joseph Kuo. Jack Long é o grande herói das artes marciais que, antes de se aposentar, resolve desafiar os 7 maiores mestres do país. Durante sua jornada ele resolve treinar um ingênuo Lee Yi Min, que é manipulado por um antigo inimigo para destruí-lo! Inspirado na história real de um mestre do kung-fu Pai Mei que durante a década de 40 derrotou todos os campeões da China, aos 65 anos! Coreografia de Corey Yuen garante a diversão. Lançado em video no Brasil pela China Video como Os 7 Grandes Mestres.

Big Bullet: Lau Ching Wan em seu papel de Charles Bronson, que é transferido para a divisão bucha de canhão da polícia de Hong Kong e quebra todas as regras para prender uma quadrilha liderada por Rong Guang Yu e Anthony Wong. Bem, prender não seria o termo adequado...pouca história e muita ação em um filme de Benny Chan. Lançado em video no Brasil pela Flashstar como Atirando Sem Parar.

Expect the Unexpected: De novo Lau Ching Wan, agora num papel mais suave, como parceiro de Simon Yam que reencontra uma antiga amiga de colegial Yoyo Mung, testemunha de 2 crimes simultâneos. Enquanto tenta prender os criminosos, ele mexe os pauzinhos para juntar Yam e Yoyo. Mas como o próprio título diz, o inesperado acontece e tudo termina em tragédia. Não é tão bom ou tem tanto impacto quanto The Longest Nite, mas Patrick Yau faz um interessante estudo de personagens policiais com este aqui.

Suicide Circle: Este virou cult mas não vejo motivo pra tanto. Tem uma abertura empolgante, com um suicídio em massa de colegiais num metrô de Tóquio e se torna uma interessante investigação policial do sempre confiável Ryo Ishibashi (de Audition, do The Grudge americano...e de American Yakuza 2!) mas lá pro meio assume de vez sua porra louquice quando surge um Ziggy Stardust dos pobres cantarolando. Uma crítica ao consumo e domínio da mídia feita com uma mão pesada dos infernos, e que talvez funcione melhor para os próprios japoneses.

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   Quarta-feira, Fevereiro 09, 2005


Pelas minhas contas devo ter assistido a uns 25 filmes desde a última sexta-feira. É, a falta do que fazer foi enorme mas consegui ver e rever coisas que estavam na fila há tempos, além de iniciar alguns amigos no melhor do cinema asiático. Alguns dos filmes exibidos aqui em casa nos últimos dias foram:

Ong Bak - Muay Thai Warrior: A grande revelação das artes marciais, Tony Jaa, é um camponês com a missão de resgatar a cabeça do buda de sua aldeia , que fora roubada por um mafioso, e abre seu caminho a joelhadas e cotoveladas. Uma aventura de história simples mas com ação de primeira, no mais impressionante filme de artes marciais dos últimos anos.

Fist of Fury 1991: Muito antes de Shaolin Soccer e Kung-Fu Hustle, Stephen Chow já fazia rir em filmes como este, onde interpreta (mais) um jovem ingênuo do continente que tenta a sorte em Hong Kong com a ajuda de algum dom especial. Aqui ele tem um braço destruidor, o que lhe garante uma vaga numa escola de artes marciais do tiozão Corey Yuen, para disputar um grande torneio. Só preciso mencionar uma coisa: duelo de cuspe!

Beast Cops: O cultuado filme de Gordon Chan na verdade não é nenhum clássico mas diverte. Anthony Wong rouba a cena como um policial malandro que tem que suar a camisa para equilibrar suas conexões com as tríades e seus relacionamentos pessoais, seja com sua amante ou com seu superior (feito por Michael Wong). Não tem tanta ação, mas Wong carrega tudo com tanto carisma que prende a atenção de todo o jeito.

The Victim: Provavelmente o último grande filme de Ringo Lam. Tony Leung (o Ka-Fai, de O Amante) é um policial que investiga o caso de seqüestro de programador (feito pelo ótimo Lau Ching Wan). A vítima é encontrada em um hotel abandonado (e supostamente assombrado) e passa a ter um comportamento estranhíssimo, o que levanta as suspeitas de que ele poderia estar possuído. Mas as coisas não são sempre o que parecem e a trama se torna um policial de extrema qualidade, daqueles dignos do Lam dos velhos tempos. Atenção para o final, que varia entre o genial (do diretor) e o ridículo (do produtor), dependendo da cópia.

My Boss, My Hero: Nova grande produção sul-coreana que não acerta no tom, é supostamente uma comédia de ação, mas que descamba pro chororô próximo ao final. Jeong Jun-Ho é o vice-líder de uma gangue considerado ignorante que é mandado disfarçado para estudar em um colégio secundário. Chegando lá ele descobre que as instituições de ensino podem ser mais corruptas do que seu próprio mundinho, e resolve mudar algumas coisas. Não é exatamente memorável, mas tem algumas boas piadas (a frase "Em Las Vegas isto seria inaceitável" já virou bordão por aqui) e o maior número de tapas na nuca e na cara do cinema mundial!

Burning Paradise: Outra fita de Ringo Lam, agora mais antiga, produzida por Tsui Hark no período de seus filmes de Wong Fei Hung. Aqui o herói é Fong Sai Yuk (feito por Willie Chi, de Drunken Master 3) que foge da emboscada ao Templo de Shaolin para virar prisioneiro no sinistro Templo Vermelho. Com a ajuda de seus irmãos monges ele planeja um esquema de fuga, com direito a muita luta e armadilhas ao estilo Indiana Jones e o Templo da Perdição. Em vídeo no Brasil pela China Video como Rape - O Templo Vermelho.

Heroes Shed No Tears: Fita B de John Woo que a Golden Harvest manteve na prateleira por anos até o sucesso de A Better Tomorrow e Eastern Condors, de Sammo Hung. Woo faz uma fita que já começa com tiroteio e não pára nunca mais, onde Eddy Ko e seus mercenários (acompanhado de sua esposa e seu valente filhinho) destroem metade do Vietnã fugindo de um general malucão feito pelo saudoso Mr. Vampire, Lam Ching Ying. Em video no Brasil pela Penta Video como No Coração do Perigo.

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